Aquecedores a gás em cascata (Sistema MEC/MIC)

Em determinadas situações do dia a dia, pode haver uma grande demanda de água aquecida para consumo. Sendo assim, nem sempre apenas um aquecedor dá conta de deixar a quantidade de água solicitada na temperatura adequada. Quando isso acontece, a capacidade de aquecimento precisa ser aumentada, e isso pode ser realizado através de uma técnica bastante eficiente chamada Aquecimento em Cascata.

 

O que é o aquecimento em cascata e como ele funciona?

Nesse texto, você irá descobrir mais detalhes sobre este sistema de aquecimento que permite água quente mesmo com altas demandas e por longos períodos. Confira!

Aquecedores instalados em cascata

O aquecimento de água em cascata tem um conceito bastante simples: são dois ou mais aquecedores de água a gás instalados em um sistema fechado, em interação. Graças a sistemas de controle eletrônico no aquecimento de água, torna-se possível integrar até 25 aquecedores em um mesmo sistema, entretanto, para menores demandas, dois ou um pouco mais já podem ser suficientes.

O exemplo mais comum deste tipo de demanda está em saunas ou academias, em que há uma grande demanda de consumo de água quente durante quase o dia todo. Pegando o exemplo das academias, algumas delas possuem mais de 10 chuveiros em um mesmo banheiro, todos com aquecimento. Conforme os alunos vão usando água quente, apenas um aquecedor passa a ser insuficiente.

É nesse momento que a cascata começa a ser colocada em operação: de forma automática e interligada, os aquecedores vão sendo acionados conforme mais água quente é exigida do sistema. Essa flexibilidade é um dos pontos fortes deste sistema, que permite um aquecimento mais exigente com menos consumo de gás e até mesmo de água. Utilizando os sistemas MEC/MIC, a sua empresa ou condomínio passa a fazer um consumo muito mais inteligente.

Em técnicas anteriores, era comum usar um reservatório de água quente de alta pressão (também chamado de boiler) para manter uma grande quantidade de água em alta temperatura para uso quando a demanda viesse. Entretanto, o problema desse sistema é a necessidade de um aquecimento constante, que faz com que temperatura (energia térmica) se perca ao longo do tempo graças às trocas de calor entre o reservatório e o ambiente, deixando o seu espaço com um consumo muito maior de gás, aumentando os custos do sistema como um todo. Além de exigir um espaço maior na instalação.

O funcionamento do sistema em cascata

Três canos precisam circular por todo o sistema interligando os diversos aquecedores. Um deles para água fria, o outro para água quente e o outro para gás. Embora interligados, os aquecedores também podem funcionar de forma independente, pois os três canos principais têm canos individuais dedicados a cada aquecedor, sendo assim, um pode não interferir no funcionamento do outro. Conforme a demanda por água quente aumenta, os canos principais passam a também distribuir seu conteúdo pelos aquecedores adicionais, colocando-os em operação e aumentando a oferta de água quente no cano de saída que dá para os chuveiros.

Para determinar quando cada aquecedor será ativado há duas principais tecnologias que podem ser utilizadas:

 

Válvula PVA

A Válvula PVA fica logo no início do sistema de cascata e serve como uma alternativa mais econômica, pois é uma solução mecânica, e não eletrônica. A Válvula vai acionando os aquecedores adicionais conforme a pressão de água nos canos aumenta (quanto mais pressão, mais demandas e, por isso, mais aquecedores ligados).

Com isso, ela consegue funcionar normalmente, mas é menos eficiente que as tecnologias eletrônicas, e ainda não permite o rodízio de aquecedores, pois seu controle mecânico é limitado às configurações de instalação. Sendo assim, a tendência é que os aquecedores que sempre são ligados primeiro tenham mais desgaste do que os últimos, acionados apenas quando a demanda é realmente grande.

Sistema MEC/MIC

Esta é a forma mais eficiente e inteligente de se distribuir o aquecimento de água nos sistemas em cascata. Circuitos eletrônicos presentes em cada aquecedor estão interligados e assim estabelecem uma comunicação informatizada automática durante o uso. Sendo assim, o sistema calcula a demanda de água e determina quais aquecedores devem ser ligados e com qual intensidade. A vantagem é a realização automática de rodízio de aquecedores, que aumenta a vida útil do sistema como um todo, e proporciona um consumo reduzido de água e gás.

A Rheem é a responsável pelo sistema MIC, que permite a ligação de 2 a 6 aquecedores em cascata. Até agora, dois modelos da empresa possuem este sistema: o RB 32 (capacidade de 32 litros por minuto) e o RB 36 (capacidade de 36 litros por minuto).  A companhia já está desenvolvendo o sistema para aquecedores de maior capacidade, como o RB 40 (40 litros por minuto), que logo deve integrar a linha de aquecedores compatíveis com o MIC.

O sistema MEC, por sua vez, é desenvolvido pela Rinnai, que permite a ligação em cascata de 2 a 25 aquecedores. Os modelos da marca que contam com a tecnologia são REU-2802, REU-2802 RFA, E42 e E48.

 

Vantagens do sistema em cascata

O sistema de aquecimento de água em cascata é bastante versátil e flexível. Pois, em caso de defeito ou manutenção, qualquer aquecedor pode ser retirado para conserto sem que isso prejudique o funcionamento da rede como um todo.

Como já dissemos, a durabilidade e a robustez do sistema também são destaques. Uma vez que permitem um uso mais inteligente dos aquecedores, ampliando a vida útil de suas peças.

Por exemplo: quando se interligam em cascata dois aquecedores com capacidade de aquecimento de 32 litros de água por minuto, suas capacidades são somadas, chegando a 64 litros por minuto. Se em sua propriedade o aquecimento dava conta de apenas três chuveiros com um aquecedor, agora consegue aquecer a água para seis chuveiros, facilitando a vida dos usuários.

A eficiência energética também é uma grande vantagem, pois num sistema de cascata não há desperdício de gás: é usada apenas a quantidade necessária para aquecer a água demandada, nenhum pouco a mais!

Cuidados da instalação

Para que o sistema de aquecimento de água em cascata possa funcionar de forma adequada e, principalmente, segura, o usuário precisa garantir que alguns cuidados sejam tomados no momento da instalação.

É preciso tomar bastante precaução em relação ao correto dimensionamento das redes de gás, água fria e água quente. Errar na medição das tubulações pode retirar eficiência do projeto ou ainda trazer riscos para a segurança do sistema.

Embora o sistema seja interligado, é importante que cada aquecedor tenha tubos dedicados para as chaminés, a fim de evitar acidentes ou sobrecarga na exaustão dos gases resultantes da combustão.

A pressão com a qual a alimentação de água fria é realizada também é importante para assegurar que o sistema consiga dar conta de aquecer toda a água que passa pelos aquecedores. Pressão muito alta ou muito baixa pode causar acidentes.

O local onde os aquecedores estão instalados também precisa estar bem ventilado para assegurar um funcionamento seguro e sem falhas de seu sistema de aquecimento em cascata.

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