Os perigos da má instalação de Aquecedores a Gás

Não importa o tipo, o tamanho ou a utilidade: qualquer aparelho pode apresentar sérios riscos de mau funcionamento e principalmente para a integridade física de seus usuários, caso tenha tido uma má instalação.

Essa atenção é imprescindível quando se fala em aquecedores a gás. Esses aparelhos são capazes de proporcionar muito conforto e praticidade para seus donos. Mas também podem representar um grande perigo em casos de instalações malfeitas. Entenda o porquê esse procedimento é tão importante e quais os riscos que isso pode representar.

Os aquecedores a gás

Como o nome sugere, os aquecedores a gás são aparelhos que promovem o aumento da temperatura da água nas residências por meio de um sistema alimentado por gás, seja o gás liquefeito do petróleo (GLP) ou o gás natural (GN). Eles se tornaram mais presentes nos lares brasileiros nos últimos 20 anos impulsionados pela crise energética. E também pela expansão do fornecimento de gás em diversas cidades brasileiras e também pelos benefícios que proporcionam.

Muitas pessoas acreditam que o aquecedor a gás é perigoso. Mas os sistemas desenvolvidos atualmente são feitos com alta tecnologia, a fim de garantir total segurança na hora do uso.

Podemos falar com tranquilidade que mais de 80% dos problemas que ocorrem com os aquecedores a gás estão relacionados a má instalação ou até mesmo a má utilização

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Modelos de aquecedores a gás

Existem dois tipos de aquecedores a gás no mercado atualmente. Os chamados instantâneos ou de passagem. Eles promovem o aumento da temperatura da água no momento em que acionado. O fluxo passa por uma bobina aquecida, sendo que esse contato é o que gera a água quente.

Ainda em relação aos aquecedores instantâneos, é possível escolher algumas variações. Os modelos de exaustão natural permitem controle de temperatura e vazão manuais. Os de exaustão forçada apresentam controle digital, possibilitando ao usuário água mais ou menos quente. Já os modelos de fluxo balanceado podem ser instalados no interior de banheiros.

O outro tipo de sistema de aquecimento a gás é chamado de acumulação. Neste caso, ele possui um reservatório onde a água aquecida é mantida e pronta para uso. De acordo com a necessidade do usuário, a temperatura no interior desse recipiente pode ser controlada antes mesmo do seu uso.

Pontos positivos e negativos de cada um

Os dois modelos apresentam pontos positivos e negativos. Os aquecedores instantâneos, por exemplo, são compactos e podem ser instalados em lugares pequenos. Além disso, são mais econômicos pois consomem o gás somente no momento do aquecimento.

Em contrapartida, o fornecimento da água quente não é instantâneo. Já que o processo de aquecimento se inicia apenas quando é acionado. Ou seja, caso o usuário esteja com pressa, vai precisar lidar com o início do banho com água fria. Também é necessário que haja uma pressão para funcionar adequadamente. E o sistema pode não apresentar o mesmo rendimento se houver muitas saídas de fluxo funcionando simultaneamente.

Já o sistema de acumulação garante água quente em diferentes pontos da casa. E neste caso, não requer uma pressão elevada para garantir o bom funcionamento. Como é bastante durável, tem baixa manutenção e é ótimo na questão do custo-benefício. Porém, sua instalação requer uma área grande, e a reposição de água aquecida no reservatório pode demorar em dias de grande consumo.

Os perigos da má instalação

 

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É importante lembrar que neste artigo vamos abordar especificamente os perigos da má instalação dos aquecedores a gás de passagem. Sobre os aquecedores de acumulação, falaremos em um outro momento.

Uma instalação inadequada ou sem a manutenção devida pode causar sérios problemas no aquecedor a gás, que pode diminuir sua vida útil ou até mesmo causar danos que comprometam seu funcionamento. No entanto, é fundamental considerar todos os riscos aos usuários, já que em casos extremos podemos ocorrer acidentes.

Afinal, um dos principais perigos de instalações malfeitas é o risco de vazamento do gás, principalmente em sistemas colocados dentro das residências. Isso tende a gerar duas situações graves para pessoas e animais domésticos que estejam no local.

O primeiro é o risco de incêndio. O gás, como todos nós sabemos, é uma substância altamente inflamável e que pode entrar em combustão com uma simples faísca. Além disso, se houver o vazamento de gás e não houver uma saída de ventilação, pode causar um efeito semelhante a uma bexiga que estoura com o excesso de ar.

O segundo perigo está relacionado à intoxicação. A inalação do gás leva a pessoa a sentir dificuldades respiratórias, tontura, sonolência e até perda da consciência. Se a pessoa desmaiar em um local com vazamento, o risco para sua integridade física é ainda maior, já que o gás expulsa o oxigênio do ambiente e ocupa todo o espaço, o que aumenta o risco de asfixia.

Também é preciso considerar que uma instalação inadequada pode afetar também o monóxido de carbono (CO) e outros resíduos provenientes da queima do gás. Caso haja problemas na chaminé ou no sistema de exaustão, existe o risco de intoxicação por CO, cujos sintomas são dores de cabeça e no peito, tonturas, fraqueza, náuseas e vômitos.

Como evitar os riscos

Para não correr riscos com a má instalação do seu aquecedor a gás, é importante seguir alguns procedimentos essenciais. O primeiro é, caso sua residência ainda não possua a infraestrutura necessária para receber o aquecedor a gás, contratar uma empresa especializada e qualificada, a fim de garantir que tudo será feito dentro das normas de segurança (NBR) e com o máximo de desempenho.

Infelizmente não é incomum essa infraestrutura, que envolve tubulações de gás, ser feita por pedreiros sem a competência necessária para tal.

Caso esteja construindo ou reformando sua casa e esteja pensando em utilizar o gás encanado, entre em contato com a COMGÁS. Eles podem te fornecer uma lista de empresas especializadas que poderão te ajudar com a infraestrutura de gás para o aquecedor e para o fogão.

É essencial também verificar a procedência de todos os componentes do sistema, como válvulas termostáticas, controladores de pressão, registros e conexões de entrada e saída. Dê preferência aos materiais de marcas conhecidas e que tenham o selo do Inmetro, que comprova qualidade e segurança.

Além disso, tanto a instalação quanto a manutenção do aquecedor a gás devem ser feitos por um profissional especializado ou por uma empresa autorizada pelo fabricante do equipamento. Eles possuem tudo o que é necessário para que os procedimentos sejam feitos de maneira segura e dentro das normas estabelecidas.

Durante a utilização, siga as recomendações do fabricante à risca e não mexa em nenhum dispositivo desconhecido. Afinal, estamos falando de um sistema a gás, e seu uso incorreto pode causar vazamentos que em algumas vezes podem acarretar em acidentes graves. Com essas dicas, você certamente vai desfrutar de um sistema de aquecimento a gás sem qualquer preocupação.

Exemplos de má instalação

Abaixo veremos alguns exemplos de instalações mal feitas e/ou fora de norma:

 

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