Aquecedor a gás: Saiba o que você deveria prestar atenção ANTES da escolha

O aquecedor a gás costuma ser a opção mais viável para economizar eletricidade, quando comparado aos aparelhos que utilizam aquecimento por meio de resistência elétrica. Esse tipo de aquecimento também não oferece risco de choque elétrico.

Outra vantagem é que o aquecedor a gás possibilita maior precisão no momento de regulagem da temperatura. Isso garante banhos mais quentes no inverno, além de água quente nas torneiras da casa, ao mesmo tempo.

Mas por trás desses benefícios, existe a preocupação em fazer a escolha assertiva e não deixar passar nenhum detalhe, para que não haja dores de cabeça após a instalação. Acompanhe esse artigo e saiba o que você deveria prestar atenção antes da escolha do seu aquecedor a gás!

 

1. Preparação para instalação

Antes mesmo de ver os modelos, é preciso que você verifique se sua casa ou apartamento possui a preparação necessária para a instalação do aquecimento a gás.

É necessário uma tubulação específica para os pontos que terão aquecimento, além da tubulação e ventilação para o aquecedor. O local onde ficará o aquecedor precisa ter uma ventilação permanente para fora da sua casa ou apartamento, para que não haja risco de acúmulo de gás no cômodo. É necessário também uma chaminé para a exaustão do aquecedor a gás. Além desses itens, é preciso considerar o custo com mão de obra especializada para instalação.

Mas é importante verificar, depois de escolher o tipo e modelo de aquecedor, qual o kit de instalação e qual a tubulação ideal. Caso você tenha adquirido um imóvel novo com preparação para aquecimento, é de vital importância checar com o construtor qual o tipo de tubulação instalada.

Outro ponto importante é a pressão da água. O aquecedor precisa de uma pressão mínima para funcionar adequadamente e caso não haja, será necessário investir em pressurizadores.

Tendo ciência desses gastos, você pode organizar seu orçamento e começar a pesquisar.

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Tipo de gás e escolha do modelo de aquecedor a gás

Existem dois fatores importantíssimos que vamos comentar nesse tópico: o tipo de gás utilizado e o tipo de regulagem. Eles são fundamentais para que você possa escolher o aquecedor a gás ideal para o seu lar de acordo com suas necessidades.

 

Tipo de gás:

Existem dois, o Gás Natural (GN) e o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Você precisa saber qual desses é fornecido na sua região para definição de qual será o combustível do seu aquecedor.

O GN é fornecido por encanamento vindo da rua, sendo mais comum em capitais e em regiões industriais. Aqui em São Paulo o gás natural é fornecido pela COMGÁS.

Já o GLP é bem mais comum. É o mesmo tipo de gás utilizado em fogões comuns, sendo fornecido em botijões de diversos tamanhos.

Caso tenha comprado imóvel novo, mais uma vez precisará recorrer ao manual da construtora para ter mais informações. Em casos de prédios, a mesma alternativa pode ser utilizada, ou entre em contato com a administração do condomínio.

 

Tipo de regulagem:

Existem dois modelos no mercado, aquecedores digitais ou mecânicos. Os aquecedores mecânicos são os mais antigos no mercado. Contam com uma regulagem fixa de temperatura (tamanho da chama), com um botão de regulagem da temperatura da água quente, e outro botão para o controle da entrada de água fria.

A temperatura da água no aquecedor mecânico é dividida pelos pontos que serão atendidos simultaneamente, esfriando a temperatura de cada ponto. Mas se você regular uma temperatura maior para atender os dois pontos e efetue o desligamento de um, o outro ficará 2x mais quente, o que pode ocasionar em queimaduras.

Como pode perceber, toda a regulagem é feita manualmente. E existem mais normas para instalação, segurança e manutenção do aquecedor mecânico. Também são os mais baratos disponíveis no mercado e que consomem mais gás. Além de ter maior risco de vazamento, já que a chama pode ser apagada por correntes de ar.

Já no caso dos aquecedores digitais é necessário regular apenas a temperatura que você deseja, que ele automatiza a regulagem de acordo com a demanda de água quente em todos os pontos da casa. A temperatura será constante em todos os pontos de aquecimento, de acordo com a demanda.

Esse modelo é mais recente no mercado. Além da manutenção da temperatura desejada em todos os pontos, sua maior vantagem é que ele proporciona uma economia maior de gás, já que utiliza apenas o necessário para o momento, sem que você precise regular manualmente para que seja alterado o tamanho da chama.

O aquecedor digital é muito mais seguro em relação ao mecânico. Pois possui mais dispositivos para evitar o vazamentos e um controle de temperatura mais preciso. Ainda assim, ele não dispensa uma ventilação mínima no local. Consequentemente, esse tipo de aquecimento é um pouco mais caro.

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A vazão de água no aquecedor a gás

Depois de definido o tipo de gás e de regulagem do seu aquecedor a gás, é importante calcular qual será a vazão de água em cada ponto de aquecimento.

Considere a vazão máxima de cada chuveiro, torneira e banheira que serão alimentadas por água aquecida a gás. Cada modelo de chuveiro e torneira, por exemplo, possui uma vazão própria estabelecida pelo fabricante. Essa vazão pode ser consultada nos manuais de instalação ou no próprio site do fabricante.

Some a vazão máxima de cada ponto. Em quantos litros resultou? Cada tipo de aquecedor a gás suporta uma capacidade máxima de vazão simultânea, que deverá ser seguida no momento da compra.

Por exemplo, um aquecedor com capacidade de 36 litros, costuma abastecer em média três torneiras e dois chuveiros ao mesmo tempo.

Para fazermos esse cálculo consideramos uma média de 10 litros de vazão em cada chuveiro, e 4 litros de vazão em cada torneira.

Já nos aquecedores que suportam 26 litros de vazão, são alimentados no máximo uma torneira e duas duchas.

Nos aquecedores a gás menores, com vazão de 15 litros, são atendidos no máximo uma ducha e um chuveiro. Naqueles com capacidade para 8 litros, no máximo um chuveiro pode ser abastecido. E esse deve ter em torno de 5 a 8 litros de vazão, que são modelos econômicos.

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Manutenção preventiva e garantias no aquecedor a gás

Todo o cuidado é pouco quando se trata de aquecimento a gás. Confira o manual do fabricante do seu aquecedor. Além da aplicação das normas de segurança fundamentais e as garantias disponibilizadas pelo fabricante do aquecedor e pelos profissionais autorizados que farão a instalação do aparelho em sua residência.

É importante que você opte por profissionais qualificados que sejam certificados pela fabricante do aquecedor. Assim você não perde a garantia do produto e também  problemas graves, como vazamentos e incêndios. Se possível, busque também a avaliação de outros consumidores que utilizaram os serviços da empresa que você pretende contratar.

Os sistemas de aquecimento a gás precisam de manutenção e revisão anual. Eventualmente você também pode precisar de uma manutenção fora desse período. Por isso avalie as garantias dadas pelo fabricante e pela empresa de instalação.

Seguindo essas orientações básicas, o sistema de aquecimento poderá durar por 10 anos ou mais, antes de precisar de substituição.

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  • Existe um problema na instalação do final do duto de saída do gás queimado. Ele fica numa posição preventiva de vento, de modo que o vento não ente e apague o fogo, porém fica suscetível à água da chuva. Assim, se chove o problema aparece.Prefiro instalar sem o duto excretor e manter a ventilação no ambiente .

    • Bom dia Vera. Muito obrigado pelo contato. Você está correta quando menciona a posição do terminal para não ocorrer retorno de vento e apagar o aparelho mecânico. Porém é importante ressaltar que instalar o aquecedor sem exaustão está fora das normas NBR 13103. Geralmente o aparelho apaga quando a exaustão dele está incorreta, não respeitando a altura mínima (35cm) para a primeira curva do duto, ou o duto de exaustão está muito prolongado em mais de 2 metros.

      Estou à disposição para eventuais esclarecimentos.

      Abraços

    • Boa tarde Marlei, tudo bem?

      Nesse caso recomendamos o CPVC pois o cobre perde muita temperatura quando instalado de maneira externa sem isolamento térmico. Além disso o cobre tem um desgaste relativamente grande quando em contato com água, ainda mais com cloro, tendo uma duração média de 15 anos.

      Enquanto o CPVC além de não perder tanta temperatura quanto o cobre tem 50 anos de garantia, o que o faz um material mais resistente e duradouro.

      Espero ter ajudado.

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